11
nov
09

A QUESTÃO DA BAGUNÇA ORGANIZADA…

Arrumar, ou não arrumar; eis a questão…

Ó duvida cruel, atroz, que tira o sono dos colecionadores de minis em todos os cantos do planeta, principalmente aqueles que, bem semelhantes a este parvo que vos escreve, não têm espaço pra ter um estante decente no quarto, mas tem uma garagem monstruosa de miniaturas no mesmo cômodo…!

Bagunça organizada

Organizar uma coleção de carrinhos, a cada dia chegando mais e mais e vão esses se amontoando ao contrário da filosofia da vaca (que c. & a. pra não fazer ruma), é como brigar com a polícia, você só tem a perder… Hehehehehehehehehehehehe


Caixas e mais caixas, blisters, 5packs, caixinhas de acrílico, plásticos bolha e enfim, papel higiênico a rodo! Sim, papel higiênico! Por que? Porque se você tem um espaço nanico, não tem como exibir todos os seus orgulhos feitos de zamac ou cromo e tem que, vergonhosamente, guardá-los em caixas de sapato, envoltos no velho e bom papel que tem o pior emprego do mundo, mas que nesse caso passa até bem com essa nova função. Sou recordista em consumo desse bem aqui em casa e por tal, um dos pagadores do salário do Alfredo, o “Homem-Neve”!

Tem um grande colecionador baiano, mui amigo desse pobre escrevinhador e gente finíssima, cuja cama já alcança uns três metros de altura de tanta caixa debaixo da mesma:

– O céu é o limite! – Diz o jovem engenheiro em tom profético de quem recebe em média, três “containeres” de minis por semana!

Eu ainda não tenho esse problema, quer dizer, de espaço tenho sim, mas esse problema de receber caixas cavalares de miniaturas todos os meses…. Ainda não, que pena… Ô inveja branca da zorra!!!! Hahahahahahahahahahahaha

Já há algum tempo, pratico a ‘bagunça organizada’, onde rola aquele sanharol de miniaturas, livros didáticos, revistinhas do Recruta Zero e outras menos publicáveis, além de roupas, garrafas de cachaça e latas de cerveja vazias; a nossa ‘secretária do lar’ passa pela porta do quarto se benzendo e minha velha com toda paciência que lhe é peculiar, utiliza-se sempre da mesma suave frase:

– Parece o inferno! Um dia taco fogo em tudo e aí você vai ver o diabo!

Tento explicar à minha estressada genitora:

– Mas pô, se arrumar, eu não acho mais nada que eu venha a procurar; por exemplo, o Camaro TH$ que eu queria, acho fácil, pois tá no meio do redemoinho, ali ó! Ao lado da revista Sexy, embaixo da lata vazia de Sapporo…

E assim caminha a humanidade…

Uma candidata a candidata de futura senhora Jambeiro, certa vez comentou:

Ai que lindo! Coleção de carrinhos!! Queria ver sua coleção…

Fez beicinho, olhinho de gatinha perdida na mudança, mas resisti; se ela visse aquilo, dava o fora e eu ficaria a ver navios, pois dessa estou até gostando; se fosse pra me livrar de vez, seria:

– Claaaaaaro minha paixão… Vamos agora mesmo!

Daí era somente ir pro abraço ou correr dele…. Hehehehehehehehe….

Mas como disse acima, não estou ainda preocupado; meu quarto ainda cabe mais umas…. Duas caixas de sapato precisamente; por esse motivo, instalei um interessante acessório detrás da porta do quarto, para me ajudar nas noites de sono: Um gancho de açougue.

À noite penduro a gola de meu pijama no gancho e durmo na vertical nos 30cm² que ainda me restam de espaço!!

 

Emerson Jambeiro é designer gráfico, professor universitário e campeão de Pif-paf da vila Torrões.

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